Braquiterapia de alta taxa de dose no câncer de próstata

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

Braquiterapia tem sua origem no termo grego “brakhus”, que significa perto. Ela tem sido utilizada no tratamento médico desde a descoberta da radioatividade. E, a segurança na aplicação e a tecnologia de entrega de dose têm aumentado suas indicações.

A braquiterapia de alta taxa dose no câncer da próstata é uma técnica de radioterapia na qual são inseridas fontes radioativas na próstata e ao seu redor, com intuito de matar ou esterilizar as células cancerosas. Possui uma taxa de sucesso de até 90%, dependendo do caso, e sua indicação varia conforme as características da doença, as comorbidades (condição da pessoa portadora de uma doença que passa a possuir outra(s) doenças); do paciente, e os fatores de risco associados.

Pode ser utilizada como tratamento único ou em associação à radioterapia externa. Existem diversos tipos de esquemas de tratamento, que variam desde uma a duas aplicações por dia, em dose única ou até um número maior de aplicações.

Na braquiterapia de alta taxa, o médico radio-oncologista insere os aplicadores ou cateteres na próstata do paciente. Depois de posicionados os aplicadores, são carregadas as fontes radioativas através de um robô, que controla precisamente o tempo da fonte em cada posição dentro da próstata. O procedimento é feito com anestesia (em geral raquianestesia ou peridural) e o paciente não sente dor durante o posicionamento dos cateteres ou a aplicação do tratamento.

Após o término do mesmo, os cateteres são retirados do paciente, e após o procedimento, não há mais radiação.  As fontes radioativas tipicamente utilizadas são as de Irídio (Ir 192) e o tempo de tratamento é, em geral, bem mais curto que a radioterapia externa. Dependendo da dose a ser administrada, a aplicação pode durar apenas alguns minutos.

A maioria dos pacientes não precisa ficar internada no hospital, voltando para casa logo após a recuperação anestésica. Se for indicada mais de uma aplicação, o paciente será admitido no hospital, estando sempre devidamente medicado para possíveis desconfortos.

Em estudos recentes, a braquiterapia com alta taxa de dose para tumores de próstata mostrou-se bem tolerável pelos pacientes, com redução significativa de queixas urinárias, intestinais e, também em relação à função sexual se comparada a cirurgia e ao histórico da técnica.

Outro estudo, o ASCEND-RT, publicado neste ano de 2017, comparou a qualidade de vida em pacientes com câncer de próstata que receberam as duas técnicas de radioterapia: Radioterapia externa e, neste caso, a braquiterapia com baixa taxa de dose. Os pacientes dos dois grupos responderam a questionários sobre qualidade de vida após o tratamento. Foram avaliados aspectos como dor, bem-estar geral, vida social, saúde emocional e física, sintomas intestinais e urinários e função sexual. Esses pacientes foram acompanhados, em média  até 6 anos após o tratamento. Houve melhora significativa da eficácia quando comparada a Radioterapia isolada com um excelente perfil de toxicidade.

Portanto, além de ter uma elevada taxa de cura, a braquiterapia proporciona uma melhor qualidade de vida geral. Os riscos de incontinência urinária e disfunção erétil, por exemplo, que são relativamente comuns após a cirurgia, são menores após o tratamento com braquiterapia. O risco de sequelas graves é baixo e, em geral, reversível.

Por fim, a braquiterapia mostrou ser uma alternativa segura para pacientes com tumores de próstata iniciais e pouco agressivos, quando a doença se encontra apenas na glândula, e deve ser oferecida como opção ao paciente, caso ele seja elegível para a técnica. Nos pacientes de doença de risco intermediário e alto, a braquiterapia tem se mostrado uma forte aliada no aumento das chances de cura do câncer de próstata e uma aliada importante do arsenal terapêutico.

Artigo escrito por Bruna Bonaccorsi, Radio-oncologista

“A opinião contida nesse Blog não necessariamente representa a opinião da Radiocare, não a vincula, e é de responsabilidade pessoal e exclusiva de quem a escreveu.”

Combatendo o câncer de forma lúdica

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

Encarar o tratamento do câncer não é tarefa fácil, independente da idade do paciente. Para a criança, esse processo pode tomar dimensões ainda maiores e assustadoras. O momento da sessão de radioterapia, por exemplo, pode deixá-la nervosa, afinal ela deve permanecer na sala de aplicação sozinha e sem se mover. E, se o tumor diagnosticado se encontrar na cabeça ou pescoço, é necessário que ela use uma máscara para receber a dose de radiação.

Percebendo o medo de muitas crianças e visando facilitar o atendimento, a CTR – Centro de Tratamento de Radioterapia encontrou uma maneira lúdica para ajudá-las a enfrentar o tratamento do câncer. A equipe começou a personalizar as máscaras do tratamento de radioterapia com personagens de filmes e desenhos infantis. Afinal, nesse universo, não há nada que os super heróis não consigam vencer. Nas animações, tudo se torna possível e bem mais fácil de lidar.

O fato de ter que colocar a máscara geralmente assusta a criança, já que, para garantir que a cabeça fique imóvel, o equipamento deve estar bem ajustado ao rosto. Foi presenciando uma reação assim que a equipe médica da CTR se mobilizou para fazer a máscara. Logo em sua avaliação, o pequeno Arthur, de apenas cinco anos, ficou muito receoso quanto o tratamento e os profissionais previram que ele seria bastante resistente. E, quando a criança não aceita realizá-lo, a saída é recorrer à anestesia,  que dificulta todo o processo, pois exige que ela permaneça em jejum.

Para evitar que isso acontecesse com o Arthur, eles tiveram a iniciativa de pintar a máscara para distraí-lo. Ao perguntar sobre qual super herói mais admirava, o garoto contou que não tinha nenhum específico, mas que amava o filme “Carros”. Assim, foi feita uma arte com a imagem do personagem “Relâmpago McQueen” em cima da máscara. Quando ele viu, foi emocionante, ficou super encantado.  Agora, chega à clínica muito bem humorado, abraça os profissionais, entra sozinho na sala de tratamento e fica quietinho durante todo o procedimento.

A inspiração para criar a máscara veio do INCA, onde a radio-oncologista Bruna Bonaccorsi trabalhou por três anos. A máscara é composta por material termoplástico e a pintura é feita com guache hipoalergênico, que não oferece nenhum tipo de risco a saúde. A ideia dos radio-oncologistas é que, daqui pra frente, todas as crianças que forem tratadas lá possam escolher um super herói. Uma atitude simples que faz muita diferença e o que torna o que era difícil e doloroso em algo fácil.

Artigo escrito por Hipertexto, Comunicação Empresarial. 

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Braquiterapia Ginecológica aliada na busca pela cura dos tumores ginecológicos

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A braquiterapia consiste na aplicação de fontes radioativas bem próximas ao local do corpo que receberá a radiação. Dessa maneira, consegue-se despejar uma alta dose de radiação no volume a ser tratado, minimizando-a em tecidos sadios adjacentes. No caso de tumores ginecológicos, como os de colo uterino ou endométrio (camada interna do útero), é introduzida uma sonda (ou um cilindro) através da vagina e um aparelho direciona uma fonte radioativa, através da sonda, para irradiação do colo uterino e vagina. Essa fonte ficará dentro da sonda (ou cilindro) entre 15 a 30 minutos e em seguida será retirada.

Geralmente, é um procedimento que não requer anestesia e é realizado em quatro aplicações, normalmente, duas vezes na semana. Durante a sessão, a paciente não apresentará sintoma algum e, logo após o término do procedimento, a mesma poderá ir para casa. Algumas horas ou dias após a braquiterapia, poderão ocorrer algumas reações agudas.

Entre essas reações, estão:

  • Ardor ao urinar,
  • Aumento na frequência da micção (necessidade de urinar várias vezes em pouca quantidade),
  • Aumento na frequência das evacuações e eliminação de muco nas fezes.

Importante: durante o tratamento, não há contraindicação em manter relações sexuais; porém, devido aos efeitos colaterais agudos, pode haver desconforto ou ardor vaginal.

Alguns meses ou anos após o término da braquiterapia, as paredes vaginais podem sofrer fibrose ou endurecimento, com perda da elasticidade e, assim, a vagina pode se tornar estreita. O médico ou a enfermeira especializada possuem orientações específicas sobre exercícios de dilatação vaginal. Esses exercícios são realizados com a ajuda de um dilatador, que é introduzido na cavidade vaginal e tem como objetivo evitar a estenose ou estreitamento da vagina.

Assim, a paciente terá alguns benefícios como: mais facilidade em ser submetida a exames ginecológicos, com coleta de células do colo uterino ou fundo vaginal (exame de Papanicolau); maior conforto durante relações sexuais e menor probabilidade de apresentar dor vaginal durante a penetração. Relações sexuais também ajudam a evitar o estreitamento vaginal e, ato contínuo, esses benefícios resultam em melhores seguimento oncológico e qualidade de vida.

Outros efeitos que podem ocorrer após o tratamento é a infertilidade e menopausa. Se houver necessidade de radioterapia externa na pelve, os ovários receberão uma dose de radiação capaz de provocar infertilidade e menopausa precoce. As doses de braquiterapia isolada podem não ser suficientes para causar falência ovariana; porém, quando somadas à radioterapia externa, contribuem para a infertilidade.

É extremamente importante que a paciente, e/ou o casal, se informe antes do tratamento sobre os efeitos colaterais comuns e esperados e também dos incomuns que, apesar de improváveis, podem ocorrer. Algumas medidas simples podem evitar grande sofrimento. O maior inimigo nessa hora é o constrangimento e a vergonha. Como usual, o médico é a fonte mais importante de informação e o maior aliado das pacientes.

*Texto pode ser reproduzido com citação das fontes.

 Artigo escrito por Leonardo Chamon, Radio-oncologista da Radiocare

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Braquiterapia de próstata – uma opção no tratamento curativo do câncer de próstata

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

A braquiterapia de próstata é uma forma de tratamento oncológico curativa para o câncer da próstata que tem demonstrado resultados similares a cirurgia e até mesmo superior a radioterapia tradicional em algumas situações. Durante o procedimento são inseridas fontes radioativas, de forma permanente ou temporária, na próstata e ao seu redor, com intuito de matar ou esterilizar as células cancerosas. O tratamento pode variar de acordo com o tipo de radiação utilizada e se será exclusivo ou associado com radioterapia externa.

Conheça os dois tipos:

Braquiterapia permanente: também chamada de baixa taxa de dose, envolve o implante definitivo de sementes radioativas, que liberam a radiação lentamente, ao longo dos meses subseqüentes. Nessa forma de tratamento, geralmente são utilizados sementes semelhantes a “grãos de arroz”, que nada mais são que minúsculos cilindros metálicos contendo o elemento radioativo. No Brasil é utilizado, normalmente, o Iodo 125.

Braquiterapia temporária: as fontes radioativas são inseridas por um robô, que controla precisamente o tempo da fonte em cada posição dentro da próstata. Nesse procedimento a radiação é depositada durante o tempo que a fonte radioativa está inserida e, uma vez terminado o procedimento, não há mais radiação no paciente. Também é chamada de braquiterapia de alta taxa de dose.

O intuito de ambas as técnicas é curar o câncer ou aumentar as chances de cura do tratamento planejado. As duas possuem vantagens e desvantagens e a indicação depende de vários fatores que são avaliados pelo radio-oncologista assistente, médico especialista no uso das radiações terapêuticas. Trata-se de uma especialidade médica pouco conhecida no Brasil, mas extremamente importante no tratamento dos diversos tipos de câncer.

A braquiterapia tem mostrado resultados similares à cirurgia no tratamento do câncer de próstata. Em algumas situações, as chances de cura são até mesmo superiores quando é utilizada a braquiterapia asssociada à radioterapia externa se comparada à radioterapia externa isolada.

Os riscos da braquiterapia são parecidos com os riscos das outras modalidades de tratamento do câncer de próstata. De uma maneira geral e, se bem selecionados os pacientes, o risco de incontinência urinária tende a ser menor que a cirurgia, assim como da disfunção erétil ou impotência sexual. Infelizmente, o risco de dano ao trato gastrointestinal, tais como o reto, é maior quando comparado à radioterapia externa isolada ou a cirurgia radical. A chance de complicações graves, tais como fístulas e perfurações é muito baixo, historicamente em torno de 0,5%. Entretanto, essas taxas têm sido menores em estudos mais recentes.

A braquiterapia pode ainda não ser a solução perfeita com risco zero de complicações e chance de cura de cem por cento, mas certamente é uma técnica que oferece algumas vantagens em relação ao tratamento cirúrgico ou de radioterapia externa isolado e possui baixa taxa de complicações severas. O médico Radio-oncologista é o principal especialista no uso da braquiterapia. Procure saber a respeito e se o seu caso pode ser candidato à técnica.

Artigo escrito por Dr. Leonardo Pimentel, Radio-oncologista da Radiocare

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O cuidado centrado na pessoa

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

O processo de decisão do tratamento, durante muitos anos, foi centrado exclusivamente na decisão do médico. Reconhecido por seu notório saber, competia a ele prescrever o melhor tratamento e, ao paciente, seguir sua orientação sem contestação.

A importância da participação ativa do paciente nos processos de discussão e decisão quanto a seu tratamento só muito recentemente foi reconhecido como parte essencial dos cuidados médicos. O conceito atual, que tem norteado a prática médica, se baseia na filosofia conhecida como medicina baseada em evidência. Ela se apoia em três princípios: o médico deve basear suas decisões em orientações que apresentem a melhor evidência externa disponível, ou seja, estudos bem elaborados e publicados em revistas médicas de reconhecida excelência; deve usar sua experiência acumulada e seu senso crítico em benefício do paciente, e, finalmente, ouvi-lo respeitosamente. Nenhum ato médico pode ser realizado sem que a pessoa seja adequadamente informada de efeitos colaterais e benefícios. O tratamento deve ser realizado, portanto, apenas se houver expresso consentimento do paciente.

Mais recentemente, a Health Foundation, entidade filantrópica independente do Reino Unido recomendou que se ampliassem os limites do modelo tradicional biomédico, centrado na doença, para a prática do tratamento centrada na pessoa. Sugere que se avalie de forma mais global o significado da doença para o paciente, considerando três direitos fundamentais: o de ser tratado com dignidade; respeito e compaixão e buscando os valores que são importantes para a pessoa que receberá o tratamento.

Todos nós somos diferentes e reconhecemos o adoecer de maneira muito particular. Temos temores, fundados ou fantasiosos, e somos capazes de enfrentar a realidade de forma muito própria. O tratamento deve ser adaptado às necessidades e aspirações de cada indivíduo e, não obrigatoriamente, ser realizado de forma padronizada.

Muitos fatores podem influenciar no desejo do paciente de opinar e se envolver nos processos de decisão do tratamento, como os sociais, culturais, o tipo de doença, estado físico, crenças e preferências individuais. Alguns pacientes, voluntariamente, transferem seu direito de opinar a seus familiares ou ao médico, sendo indispensável respeitar suas limitações. Em outros casos, os pacientes querem desenvolver um papel ativo na escolha do tratamento e os profissionais de saúde devem apoia-los em suas decisões. Existem pesquisas que demonstram que em casos de participação ativa, os pacientes são mais aderentes ao tratamento e mais satisfeitos com os cuidados; também os profissionais de saúde se sentem mais gratificados com aumento do senso de integração e melhora no relacionamento com os pacientes.

No contexto atual muito se discute sobre a necessidade de humanização dos cuidados, e seguramente, um passo nessa direção é a adoção das medidas sugeridas pela medicina centrada no paciente.

Artigo escrito por Miguel Torres Teixeira Leite, Radio-oncologista da Radiocare

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A importância do núcleo de segurança e da normatização de condutas na Medicina

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

O conceito de segurança do paciente vem desde os primórdios da Medicina. Primum non nocere ou primum nil nocere é um termo latino da bioética que significa “primeiro, não prejudicar” e faz parte de um princípio de Hipócrates (460-377 a.C), o pai da Medicina.

A Radiocare, Clínica de Radioterapia, conta com dois mecanismos principais envolvidos no controle e avaliação de segurança relacionada ao paciente. São eles o NSP e o Protocolo de Conduta. O objetivo é assegurar o melhor tratamento, com a melhor qualidade técnica possível.

O NSP – Núcleo de segurança do paciente, como diz o próprio nome, promove e apoia ações voltadas à segurança do paciente. Trata-se de um fórum de discussão multidisciplinar, que articula e coordena programas e atividades de gestão de riscos para prevenção de incidentes ou efeitos adversos. Os membros desse núcleo representam diferentes setores do Centro, sendo a equipe composta por médico radio-oncologista, físico médico, enfermeira, dosimetrista, biomédico, tecnólogo, técnico em radiologia, auxiliar administrativo e gerente geral.

O núcleo promove uma cultura voltada para a segurança dos pacientes, por meio do planejamento, desenvolvimento, controle e avaliação de processos assistenciais.

Entre as atribuições do Núcleo de Segurança estão:

I – Estabelecer, avaliar e monitorar barreiras para a prevenção de incidentes;

II – Analisar e avaliar as notificações sobre incidentes;

III – Desenvolver ações para a integração e a articulação multiprofissional no âmbito da instituição

IV – Identificar e avaliar a existência de não conformidades nos procedimentos realizados e na utilização de equipamentos,

V – Promover e acompanhar ações de melhoria de qualidade, alinhadas com a segurança do paciente, especialmente aquelas relacionadas aos processos de cuidado e uso de tecnologias da saúde;

No sentido de normatizar as condutas de tratamento, a Radiocare dispõe de um Protocolo de Condutas em Radioterapia. Nesse manual, periodicamente revisto e atualizado, estão detalhadamente especificadas orientações sobre o tratamento para cada situação clínica.

Em alguns casos, impõe-se uma avaliação e individualização mais cuidadosa. Nessa situação, alguns casos são levados para avaliação na reunião clínica. Trata-se de um encontro semanal e obrigatório para toda a equipe médica da Radiocare. Nessa oportunidade é apresentada a história clínica, o exame físico, o resultado dos exames e as expectativas do paciente em relação ao tratamento. Após ampla discussão, as conclusões são registradas no livro de reuniões clínicas e levadas ao conhecimento do paciente.

No ano de 2016 quase 10% dos diagnósticos foram discutidos em reunião clínica. Essa ação certamente contribuiu para os melhores resultados do Centro, principalmente tendo em vista que maioria desses casos teve decisões extremamente complexas e nem sempre óbvias.

A opinião de uma equipe grande e experiente como a da Radiocare adiciona um grande diferencial para os pacientes, que podem contar, em apenas uma consulta, com a opinião de diversos profissionais, com diferentes experiências. Aliar humanismo e excelência técnica é um dos objetivos primordiais da assistência médica e deve ser o horizonte no qual devemos olhar.

Artigo escrito por Miguel Torres Teixeira Leite, Radio-oncologista da Radiocare

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Imunoterapia: mais uma arma contra o câncer

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

Na difícil luta contra o câncer e em busca da cura, mais uma arma desponta no arsenal terapêutico, a imunoterapia. Novas drogas têm surgido e resultados animadores têm sido demonstrados em estudos realizados em diversas partes do mundo, em diferentes tipos de tumores.

A imunoterapia é uma forma de tratamento biológico em que medicações específicas estimulam o sistema imunológico do paciente, com o objetivo de combater e destruir as células tumorais. Essas substâncias modificam a resposta imune do organismo em relação às células cancerígenas.

Existem diversos tipos de imunoterápicos com variados mecanismos de ação, e, dentre os tipos mais importantes, estão os “inibidores de checkpoints”.

Os linfócitos T são células de defesa importantes no combate ao crescimento de células tumorais. Essas células possuem pontos específicos, chamados de receptores. Eles funcionam como se ligassem ou desligassem nossas defesas relacionadas ao linfócitos T.  As células tumorais têm capacidade de produzir substâncias capazes de desligar esses receptores, fazendo com que o sistema imunológico não reconheça o tumor como uma ameaça ao organismo.

Os chamados “inibidores de checkpoints” inibem o possível “freio” aos linfócitos T, por último estimulando nossas defesas contra as células tumorais.  Dessa forma, existem na atualidade drogas específicas que atuam nesses receptores, permitindo que o sistema imunológico reconheça as células tumorais como uma grande ameaça.

Apesar de não ser uma idéia nova, os avanços na imunoterapia contra o câncer ocorreram a partir dos anos de 1980, quando pesquisadores identificaram a existência de receptores celulares capazes de estimular ou inibir o sistema imunológico de defesa. Outro aspecto positivo da imunoterapia é que os medicamentos possuem um perfil de toxicidade favorável, com efeitos colaterais habitualmente manejáveis na maioria dos casos.

Os primeiros resultados dessa nova abordagem terapêutica foram demonstrados em um tipo de tumor de pele após espalhar-se pelo corpo, o melanoma cutâneo metastático – tipo de câncer de pele grave. A seguir vieram estudos em outros tumores, como de pulmão, rim, cabeça e pescoço, entre outros.

Embora os resultados terapêuticos da imunoterapia sejam positivos e promissores, infelizmente, em determinados tipos de câncer, ela é altamente eficaz em alguns pacientes e não apresenta nenhum resultado em outros. Um dos grandes desafios é encontrar biomarcadores para seleção de quais pacientes se beneficiarão com a estratégia.

Artigo escrito por Alexandre Fonseca, Oncologista clínico da ONCOMED-BH e Hospital Felício Rocho

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Minas Gerais avança no transpalante de medula óssea em crianças

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

Minas Gerais começa a contar com o tratamento de radioterapia de corpo total, conhecido como TBI (Total Body Irradiation). Realizado pela Radiocare – Centro Avançado de Radioterapia do Hospital Felício Rocho, o procedimento beneficia e aumenta as chances  de sucesso dos pacientes com diversas neoplasias, como leucemias e linfomas,  entre outras doenças. Além disso, o avanço permitirá que o estado comece a realizar o transplante de medula óssea em crianças com melhores resultados. “Para implantação desse novo tratamento, fizemos uma extensa pesquisa dos protocolos realizados no Brasil e no mundo e visitamos os serviços com maior número de casos realizado”, explica Leonardo Pimentel, radio-oncologista e coordenador da Radiocare.

Ao longo de vários meses, a Radiocare desenvolveu todas as etapas do programa de TBI e treinou profissionais para realizar o procedimento. A busca da perfeição na realização da técnica incluiu até mesmo o uso de um simulador do corpo humano. “Realizamos o tratamento várias vezes em um fantoma antropomórfico com resultados muito precisos”, relata o médico. O fantoma antropomórfico é um manequim no tamanho real de uma pessoa, com todos os tecidos humanos simulando as densidades reais do corpo tais como ossos, músculos e pulmões e as doses foram coletadas em diversos pontos críticos tais como o crânio, tórax e abdome.

Os primeiros pacientes já estão sendo tratados na clínica, hoje uma dos maiores do país. O programa de TBI pode ser acionado por qualquer médico que tenha pacientes com indicação para técnica, após contato prévio com o Radiocare.

 SOBRE A RADIOCARE

Com dez anos de atuação, a Radiocare – Centro Avançado de Radioterapia atende pacientes de todo o país e realiza diversas  técnicas disponíveis em apenas poucos lugares na América Latina. É ainda pioneira em diversas delas. Localizada no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte/MG, a clínica dispõe de equipamentos de alta tecnologia para tratamentos com elevado padrão de qualidade. Seu corpo clínico é formado pelos médicos Leonardo Pimentel, Marcus Simões, Miguel Torres, Arnoldo Mafra, Ana Paula Porto, José Eduardo, Leonardo Gontijo e Mauro Murta. A equipe é ainda composta por físicos, enfermeiras e técnicos. Por ano são atendidos mais de 2000 novos pacientes.

Artigo escrito por Hipertexto Comunicação Empresarial

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Como ter uma consulta médica mais eficiente

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

É comum percebermos que o paciente comparece à primeira consulta ansioso, repleto de dúvidas e medos. É até mesmo normal e esperado que isso ocorra. Contudo, todos esses sentimentos podem fazer com que o paciente não consiga entender e assimilar muitas orientações importantes nesse momento.

Na tentativa de tornar sua consulta médica mais eficaz, seguem algumas dicas preciosas:

  1. Chegue um pouco mais cedo que o horário agendado para não correr o risco de chegar atrasado. Assim, você terá tempo de fornecer, com tranquilidade, seus dados pessoais à secretária.
  2. Compareça à consulta médica com algum acompanhante, sempre que possível. Escolha um acompanhante que possa te auxiliar na compreensão das informações dadas pelo seu médico.
  3. Organize os exames médicos relacionados à sua doença, em ordem cronológica, em uma pasta arquivo. Exames de imagens, como mamografias, ultrassonografias, tomografias, ressonâncias, PET, resultados de biópsias, PSA, etc… são sempre importantes na hora da consulta. E sempre que fizer novos exames, atualize a sua pasta.
  4. Tire uma cópia dos exames mais importantes, porque pode ser necessário que seu médico fique com uma cópia deles.
  5. Procure saber seu histórico familiar de doenças e se tem alguma alergia medicamentosa.
  6. Traga consigo a lista de medicações que utiliza regularmente, com nome e dosagem, e ande sempre com essa lista.
  7. Anote em um papel as suas dúvidas mais importantes a respeito de sua doença e tratamento. É muito comum, durante a consulta, o paciente se esquecer de tirar uma dúvida importante. Durante o tratamento, o paciente terá consultas médicas periódicas, nas quais também poderá esclarecer outras dúvidas que por ventura surgirem.

É comum nos depararmos com situações nas quais o paciente traz para a consulta uma sacola repleta de exames desorganizados, não relacionados à sua doença e semos primordiais para sua avaliação médica. Em outras situações, os pacientes, na ansiedade que o momento traz, não conseguem se lembrar dos medicamentos que fazem de uso contínuo.

Seguindo essas dicas simples, a consulta médica será mais organizada e, tanto o médico poderá analisar melhor o caso, quanto o paciente terá mais tranquilidade e tempo para participar da consulta de maneira mais eficaz.

Artigo escrito por Stella Sala, radio-oncologista da Radiocare

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Efeitos colaterais da radioterapia

Radiocare Centro avançado de Radioterapia

A radioterapia é um método de tratamento local, que pode ser indicado de forma exclusiva ou associado a outros processos, como cirurgia e/ou quimioterapia. O tratamento radioterápico consiste no direcionamento de radiação ao tumor ou volume a ser tratado, a fim de eliminar as células cancerígenas e, assim, controlar ou curar o câncer.

As técnicas modernas de radioterapia permitem que a radiação seja mais bem direcionada ao tumor, poupando órgãos sadios e minimizando danos às células normais. Mesmo com todo esse cuidado, tecidos saudáveis adjacentes são atingidos pela radiação e podem sofrer alterações, gerando efeitos colaterais.

Ao contrário do senso comum, os efeitos colaterais podem aparecer durante, ou mesmo após o término do tratamento. Como são cumulativos, espera-se o início dos efeitos mais intensos ao redor de duas a três semanas de tratamento. Por consistir num tratamento local, na maioria das vezes, os efeitos colaterais ficarão restritos à região irradiada.

Cada indivíduo reage de forma específica à radioterapia. Alguns apresentam mais efeitos que outros, sendo que a intensidade desses efeitos depende da dose do tratamento; da parte do corpo tratada; da extensão da área irradiada; do tipo de irradiação e da técnica radioterápica utilizada.

Alguns efeitos colaterais são comuns a todos os tratamentos com radioterapia:

  • Irritação da pele irradiada semelhante a uma reação ao sol, com vermelhidão, escurecimento ou bronzeado, coceira e, eventualmente, descamação.
  • Leve inchaço e sensibilidade aumentada na região tratada;
  • Fadiga (cansaço ou fraqueza). Nem todos os pacientes se sentem cansados durante o tratamento e alguns continuam trabalhando normalmente;
  • Redução do apetite;
  • Perda de pelos nos locais tratados.

Geralmente, esses efeitos agudos melhoram gradativamente após o término do tratamento. Além deles, outros podem surgir, dependendo da região a ser tratada.

São eles:

Região da Cabeça e pescoço: irritação das mucosas, gerando ardor e aftas na boca e garganta; diminuição da quantidade de saliva, com sensação de boca seca; aumento do risco de cáries; dor e dificuldade para engolir; alteração do paladar; rouquidão. Esses são efeitos agudos ou imediatos. Eles tendem a melhorar com tempo. Após meses ou anos podem surgir efeitos tardios ou persistirem alguns efeitos agudos, como a secura na boca, aumento no risco de cáries, fibrose ou endurecimento da região do pescoço.

Região Torácica: tosse; dor e dificuldade para engolir;

Região Abdominal: dor abdominal (cólicas); aumento de gases intestinais; náuseas ou vômitos; alterações do hábito intestinal, como diarreia;

Região Pélvica: ardor ao urinar e/ou evacuar; aumento do número de vezes que necessita urinar; cólicas intestinais; diarréia; sangramento nas fezes ou urina; ardor em região da vulva ou ânus; impotência sexual; infertilidade; sintomas da menopausa em mulheres.

Região da Mama: dor em pontada; aumento da temperatura e inchaço da mama; vermelhidão e escurecimento da pele; descamação e ardor da pele e do mamilo. Após meses ou anos pode surgir fibrose com endurecimento e redução da elasticidade da mama e perda da capacidade de lactação da mama irradiada.

Região de membros: vermelhidão e escurecimento da pele tratada principalmente em áreas de dobras, com eventual descamação e ardor; inchaço da região. Em logo prazo (meses ou anos), pode ocorrer fibrose de musculatura e pele, com eventual redução da mobilidade do membro.

É importante ressaltar que nem todos os efeitos colaterais irão se desenvolver durante o tratamento. Cada pessoa reage de forma específica à radioterapia. Existem os que apresentam efeitos colaterais acentuados e outros que atravessam todo o tratamento com mínimos efeitos e excelente tolerância. Grande parte das pessoas continua levando uma vida normal durante o processo e muitas trabalham normalmente.

E é importante lembrar que   o   médico   radio-oncologista   estará   sempre   disponível   para orientá-lo e somente ele poderá recomendar, com segurança, a melhor abordagem para cada caso. Ele acompanha cada paciente por meio de consultas regulares, realizando orientações e prescrevendo medicamentos sintomáticos, caso seja necessário.  Mas, existem alguns cuidados que todo paciente pode tomar em relação a determinados efeitos colaterais.

Cuidados:

Pele

USE:

  • Roupa de algodão na área tratada;
  • Lave a região com água morna;
  • Utilize Sabonete neutro;
  • Use desodorante sem alumínio e sem perfume;
  • Cremes hidratantes (caso seja necessário, o seu médico irá prescrever algum creme para uso local);
  • Proteja a área irradiada contra o sol para evitar piora da irritação cutânea.

NÃO USE:

  • Roupas apertadas;
  • Compressa fria ou quente;
  • Evite se barbear ou usar cremes de depilação na área afetada;
  • Perfumes ou loções na pele irradiada.

 

Fadiga:

  • Descanse nas horas livres;
  • Diminua as atividades ao se sentir fadigado. A fadiga desaparecerá com o tempo e costuma melhorar cerca de 30 dias após o término da radioterapia. Não existe nenhuma medicação que melhore o cansaço.

Perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos:

  • Diminua a quantidade de comida;
  • Aumente o número de refeições (comer pouco de 2 em 2 horas);
  • Mastigue bastante antes de deglutir;
  • Procure ingerir alimentos leves e variar a comida para melhorar o apetite;
  • Evite alimentos quentes ou picantes e bebidas ácidas durante o tratamento.

Náuseas, cólicas abdominais e diarreia: existem medicamentos sintomáticos a serem prescritos pelo seu médico, que irão aliviar esses sintomas. Após o término do tratamento, esses efeitos indesejados devem desaparecer dentro de algumas semanas.

Desejos de superação são comuns na difícil luta contra o câncer. Mesmo com o avanço da Medicina diagnóstica e das técnicas de radioterapia, ainda existem complicações graves e até mesmo, potencialmente fatais, decorrentes dos tratamentos. O certo a se fazer é ter uma relação próxima com sua equipe assistente e relatar todos os efeitos colaterais que aparecerem após o início do tratamento. Somente a equipe médica e, em especial, o radio-oncologista, possuem o conhecimento necessário para decidir o melhor a ser feito diante de cada situação.

Artigo escrito por Leonardo Antônio G. Chamon, radio-oncologista da Radiocare

“A opinião contida nesse Blog não necessariamente representa a opinião da Radiocare, não a vincula, e é de responsabilidade pessoal e exclusiva de quem a escreveu.”